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Atualizado em 2026-01-21. Números e descrições seguem a literatura publicada, não o material promocional.
Helicobacter pylori — também conhecida apenas como H. pylori — é uma espécie de bactéria que coloniza naturalmente a mucosa do estômago do ser humano. Muitas úlceras pépticas, alguns tipos de gastrite e de câncer do estômago decorrem da infecção causada pela H. pylori. A maioria das pessoas afectadas nunca chega a manifestar qualquer tipo de sintomatologia ou complicação relacionada com a bactéria. Estas bactérias vivem quase exclusivamente no estômago humano e duodeno, sendo o único organismo conhecido capaz de colonizar esse ambiente muito ácido, em parte pela sua capacidade de secretar urease, que transforma a ureia presente no ácido gástrico em amônia, elevando o pH ao redor da bactéria, para assim possibilitar a colonização. As bactérias têm formato de hélice (daí o nome Helicobacter) e a forma espiralada permite-lhes "atravessar" com mais facilidade a camada de muco que protege o epitélio gástrico.
Fontes: pt.wikipedia.org
== História == Em 1875, cientistas alemães encontraram bactérias espirais na mucosa gástrica — essas bactérias não cresceram em culturas in vitro, e os achados foram esquecidos. Em 1892 o investigador italiano Giulio Bizzozero descreveu bactérias espiraladas colonizando o ambiente ácido do estômago de cães. Os primeiros relatos da presença de microrganismos em forma de “espiroquetas” na mucosa gástrica de animais tiveram início no final do século XIX, em estudos realizados por Giulio Bizzozerz em 1893. Em suas observações anatômicas da mucosa gástrica de cães, Bizzozero relatou a presença de “espiroquetas” habitando glândulas gástricas e ilustrou, com as próprias mãos, organismos gram-negativos no interior dessas células. O Trabalho de Bizzozero foi estendido por Salomon, que foi capaz de propagar esses organismos em estômagos de ratos após a ingestão forçada de mucosa gástrica infectada de gatos e cães. A primeira observação de microrganismos no estômago de humanos foi realizada por Krienitz em pacientes com carcinoma gástrico no início do século XX, que mais tarde foi confirmada por Luger e Neuberger, que ainda relatou a raridade desses microrganismos na mucosa gástrica e suco gástrico de indivíduos com mucosa gástrica saudável. O professor Walery Jaworski da Universidade Jaguelônica, em Cracóvia, investigando sedimentos de lavagem gástrica obtidos de um humano em 1899, também observou a presença de um micro-organismo de forma espiral, que chamou de Vibrio rugula. Ele foi o primeiro a sugerir o possível papel deste organismo na patogênese de doenças gástricas.
Fontes: pt.wikipedia.org
Este trabalho foi incluído no "Handbook of Gastric Diseases", mas não teve muito impacto por ter sido escrito em polonês. Desde então foram reportadas várias observações desses microrganismos na mucosa gástrica de indivíduos com úlceras pépticas e carcinomas gástricos. Em 1940, utilizando técnicas de coloração de prata, Freedberg e Baron encontraram “espiroquetas” em aproximadamente 40% das biopsias analisadas de pacientes submetidos à cirurgia gástrica e que, após tratamento com alguns tipos de metais pesados como mercúrio e bismuto, em alguns casos ocorria a remissão da úlcera péptica. Foram os pioneiros ao suspeitar que esses microrganismos pudessem ser agentes etiológicos de úlceras, porém seu trabalho foi ignorado por especialistas, que na época, e por durante décadas adiante, atribuíram a ocorrência de úlceras ao estresse. Até que em 1979, Robin Warren, um patologista australiano, começou a notar bactérias curvas frequentemente presentes em biopsias gástricas submetidas a exames histológicos. Estes organismos não estavam presentes no interior da mucosa gástrica e sim no muco que cobre o tecido (WARREN, MARSHALL, 1983). Warren encontrou que organismos similares, encontrados na mucosa gástrica, tinham sido descritos no final do século XIX por patologistas europeus, mas naquela época não foi possível o isolamento de tais organismos que permaneceram esquecidos por gerações de médicos e patologistas (DUNN et al., 1997). Interessados nessas observações, Barry Marshall e Robin Warren procuraram isolar os organismos a partir de amostras de biopsias gástricas.
Fontes: pt.wikipedia.org
Baseados na aparência curva, gram-negativa do organismo, os pesquisadores utilizaram a metodologia para isolamento de espécie de Campylobacter, que envolvia a inoculação da amostra de biópsia em meio seletivo e a incubação das culturas em condições microaeróbicas. Em 1982 Warren e Marshall isolaram, pela primeira vez, a bactéria Helicobacter pylori e iniciaram uma nova era na microbiologia gástrica (WARREN, MARSHALL, 1983; JONES et al., 1984). No entanto, a comunidade médica na época demorou a reconhecer o papel deste micro-organismo nas úlceras gástricas e gastrites, por acreditar que nenhuma bactéria pudesse sobreviver muito tempo no ambiente ácido do estômago, pois até então acreditava-se que o estômago era um ambiente estéril. Determinado a provar que o novo microrganismo estaria relacionado com as alterações gástricas, Marshall ingeriu uma solução de cultura contendo H. pylori, e após alguns dias Marshall realizou o exame de endoscopia, onde foi possível observar alterações gástricas na biópsia coletada comparada com biopsias coletadas anteriormente a ingestão da cultura. As bactérias causadoras da gastrite foram recuperadas a partir de biopsias do seu estômago, satisfazendo assim três dos quatro postulados de Koch. O quarto foi satisfeito pós uma segunda endoscopiaz feita dez dias depois da inoculação revelando sinais de gastrite e a presença da H. pylori. Marshall curou-se após o uso de antibióticos por 10 dias, demonstrando que os antibióticos eram efetivos no tratamento de gastrites.
Fontes: pt.wikipedia.org
Peptídeo é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre Peptídeo apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=Peptídeo)
Nem todos os mecanismos estão demonstrados e um estudo isolado não é evidência global. As questões abertas são sinalizadas.%!(EXTRA string=Peptídeo)